Inclusão nas finanças: como garantir informação e educação financeira acessíveis para todas as pessoas 

O entendimento sobre finanças ainda é um desafio para a maioria dos brasileiros, como mostram as estatísticas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC): oito em cada dez famílias que ganham até três salários mínimos estão endividadas.

E se finanças já é um assunto considerado difícil, imagina para quem enfrenta barreiras de comunicação, para quem a informação não é transmitida de uma forma clara e didática?

A inclusão e a educação financeiras reais só acontecem quando incluímos todas as pessoas. Neste artigo, vamos conversar sobre o assunto, com dados, boas práticas e exemplos inspiradores. Leia até o final! 

A inclusão financeira pode ser definida como o processo de indivíduos e empresas acessarem produtos e serviços financeiros como sistemas bancários, empréstimos, ações e seguros. Já a educação financeira atua como um instrumento para garantir essa inclusão. 

No entanto, não estamos falando apenas sobre a educação “formal”, que remete à escola ou faculdade. Ter conhecimento sobre finanças é também autonomia, dignidade e qualidade de vida.

Para as pessoas com deficiência, essa independência (como em tantos outros aspectos), esbarram no capacitismo – e, nesse caso, no chamado “capacitismo econômico”,

Traduzido como a falsa crença de que pessoas com deficiência não conseguem ou não têm capacidade de dominar e ter autonomia com o próprio dinheiro, o capacitismo financeiro, também chamado de capacitismo econômico, acabam dificultando ainda mais o acesso à educação financeira.

Infelizmente, conseguimos ver os efeitos do capacitismo econômico nas estatísticas: a PNAD 2022 mostra uma diferença expressiva entre os rendimentos médios de pessoas com e sem deficiência.

E, no caso das pessoas surdas, existem as barreiras comunicacionais, já que muitas têm a Libras (Língua Brasileira de Sinais) como língua materna. Por isso, sinais em Libras sobre finanças existem, podem e devem ser utilizados em propagandas, escolas e empresas do setor bancário.

A verdade é que a pessoa com deficiência pode sim: 

  • 🔹Realizar investimentos;
  • 🔹Desenvolver planejamentos financeiros;
  • 🔹Fazer pesquisas de cenário;
  • 🔹Assumir o controle dos seus recursos; 
  • 🔹Cuidar de finanças empresariais, caso seja autônoma ou empreendedora,

O papel do sistema financeiro na promoção da inclusão

Disponibilizar informação acessível também é responsabilidade das empresas do setor — inclusive, segundo a Resolução Conjunta n.° 8 do Banco do Brasil e CMN (Conselho Monetário Nacional) de 2024, instituições precisam implementar medidas de educação financeira para prevenção do superendividamento.

Tornar suas soluções e produtos digitais inclusivos para todas as pessoas é essencial! Sites de bancos podem se tornar mais acessíveis com o Hand Talk Plugin. Saiba mais: 

Fundo laranja. Texto em branco, escrito "Abra as portas do seu negócio para milhões de pessoas que ainda não são impactadas. Conheça o Hand Talk Plugin!";

Iniciativa inovadora, nossos lançamentos certamente ajudarão a fortalecer a conexão entre empresas financeiras e pessoas surdas! Desenvolvemos um espaço dedicado à educação financeira no Hand Talk App.

Nosso aplicativo, que oferece um acervo enorme de sinais em Libras e ASL, agora conta com um Dicionário Financeiro exclusivo e um Vídeo Educativo sobre o tema.

E todos estes lançamentos têm o mesmo objetivo: facilitar o acesso da comunidade surda à educação financeira, promovendo sua autonomia e independência financeira. Confira a fala do nosso CEO Ronaldo Tenório sobre: 

“A ausência de canais acessíveis por parte das instituições financeiras ainda representa uma grande barreira de comunicação com a comunidade surda — um público que já enfrenta diversos desafios em seu cotidiano. É um marco muito especial para nós e que reflete a visão de que a acessibilidade é um pilar essencial para o desenvolvimento econômico e social do Brasil Sabemos que ainda há espaço para evoluir as soluções de educação financeira em termos de inclusão. A criação do dicionário é um passo importante para tornar o tema mais acessível, catalogando termos fundamentais”.

Ambos o Dicionário e o Vídeo têm potencial de impactar 12 mil pessoas por mês! Baixe agora mesmo e confira: 

Colocar acessibilidade e finanças na mesma conversa: este foi o objetivo do Café Acessível TD Impacta, uma celebração do Dia Nacional da Libras feita em conjunto com a B3, Tesouro Direto e Artemisia.

Transmitido online com Libras, audiodescrição e legendas em tempo real (você pode assistir ao replay aqui!), aproveitamos para trazer alguns destaques do evento para se  inspirar e promover o acesso às informações financeiras:

Como o Carrefour e a B3 promovem a diversidade? 

O primeiro bate-papo “O custo da exclusão: como a falta de acessibilidade impacta empresas”, ​​mediada por Thaísa Durso  e convidadas Manuela Alves, da B3, e Cristiany Gomes Miguel, do Carrefour, alguns dos tópicos citados foram: 

Importância de reconhecer as interseccionalidades ao construir políticas de diversidade: é preciso legitimar os múltiplos marcadores sociais e suas narrativas. 

Influência das grandes marcas: como o estabelecimento de políticas internas e externas de equidade podem impactar o setor como um todo.

Papel das lideranças: seu engajamento é essencial para uma legítima liberdade, já que costumam tomar as decisões.

Acessibilidade na informação com Libras

Na palestra “Educação financeira para todos: como garantir acessibilidade na informação”, Leonardo Oliveira contou sobre o seu contato com a comunidade surda, trazendo dados importantes: 42% das pessoas surdas já caíram em golpes financeiros, enquanto essa média de ouvintes é 30%.

Itaú Unibanco: “A gente só entrega se for para todos os nossos clientes”

Já a palestra “Inclusão financeira acessível: como o mercado pode ser mais democrático?” foi comandada por Hidelbrando Júnior, do Itaú Unibanco! 

Ele compartilhou algumas das práticas realizadas pelo Itaú internamente, como a contratação de lideranças com deficiência e programas de recrutamento com onboarding especializado, garantindo a inclusão e a instrução de todas as pessoas desde os primeiros passos na empresa. 

E, é claro, essa preocupação é refletida também externamente, com uma jornada consistente de acessibilidade para o público: atendimento às diretrizes WCAG e escalabilidade são etapas inegociáveis de todas as soluções digitais implementadas pelo Itaú.

Foram trazidos, ainda, alguns números de como a nossa solução Hand Talk Plugin ajuda a alcançar esse objetivo: 

Os dados coletados são de abril de 2025.

» Quer saber mais sobre essa parceria? Confira Itaú e Hand Talk: como a Libras está transformando a acessibilidade digital


Além das pessoas já citadas, o evento também contou com as presenças de Rogério Ceron, Secretário do Tesouro Direto; Priscila Martins, Diretora executiva da Artemisia, nosso CEO Ronaldo Tenório e os Mestres de Cerimônia HandTalkers Roberto Castejon e Darley Goulart.

Ufa! Espero que depois desse artigo, você tenha entendido a importância da inclusão financeira para o desenvolvimento social e econômico da população como um todo, em especial às pessoas com deficiência, 

E que tal praticar os sinais financeiros em Libras? Acesse agora mesmo o nosso Hand Talk App e conheça: 

🔹O Dicionário, que conta com centenas de sinais, entre simples e complexos, com visualização em 360.° e três velocidades de aprendizado;

🔹 O Vídeo Educativo #HugoEnsina, estrelado pelo nosso tradutor virtual Hugo, demonstra dezenas de sinais, explicando conceitos fundamentais de finanças e investimentos.

Fundo laranja. Hugo aparece sorrindo. Dentro de um balão de fala, os dizeres aparecem em destaque "Aprenda uma nova língua com o Hugo!". Ao seu lado, uma bandeira do Brasil escrito: "Lngua Brasileira de Sinais (Libras)". Embaixo, uma bandeira dos Estados Unidos e os dizeres "Língua de Sinais Americana (ASL)". Depois, temos os símbolos das lojas de aplicativo da Apple e da Google.