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Depois da contratação: como incluir pessoas surdas de verdade nas empresas

Fundo azul, com fotografia de empresa. No centro, nossa tradutora virtual Maya segura uma prancheta.

Setembro é um mês importante para ampliar as conversas sobre a comunidade surda, sua cultura, direitos e, principalmente, protagonismo. Mas hoje, queremos trazer uma reflexão que não pode ficar restrita a uma campanha ou a um período do calendário: como transformar conscientização em inclusão na rotina do mercado de trabalho?

É um fato que contratar profissionais surdos e/ou com deficiência auditiva é um passo fundamental para ampliar a diversidade das equipes. Só que a inclusão não termina na admissão; na verdade, é justamente depois da contratação que muitos dos desafios começam a aparecer.

Por isso, falar sobre incluir pessoas surdas e com deficiência auditiva (DA) nas empresas também significa olhar para aspectos, como: permanência, desenvolvimento, comunicação, autonomia e oportunidades de crescimento.

Então, depois de contratar, quais são os próximos passos?

A contratação abre a porta, mas só a cultura inclusiva permite que a pessoa participe do que acontece depois dela.

O trabalho da empresa não termina no processo seletivo ou no onboarding, e é preciso certificar-se de promover equidade em toda a jornada do profissional.

Na prática, vale observar se esses colaboradores conseguem:

  • Acompanhar reuniões e conversas importantes;
  • Acessar comunicados e informações internas;
  • Participar de treinamentos e capacitações;
  • Interagir com colegas e lideranças;
  • Utilizar ferramentas e plataformas corporativas;
  • Participar de eventos e momentos de integração;
  • Receber feedbacks de forma acessível;
  • Acessar oportunidades de desenvolvimento e promoção.

Quando essas experiências apresentam barreiras, estar dentro da organização não necessariamente significa estar incluído nela.

Vamos falar sobre como mudar as coisas na prática?

Imagine receber um convite para uma reunião importante, mas descobrir que ela acontecerá em um idioma diferente e que ninguém oferecerá tradução.

Ou iniciar um treinamento essencial para a sua carreira e perceber que todo o conteúdo está em um formato de difícil acesso.

Provavelmente, você se sentiria excluído, inseguro e em desvantagem em relação às outras pessoas da equipe.

Para pessoas surdas e DA, situações semelhantes podem acontecer quando reuniões, treinamentos e comunicados não oferecem os recursos necessários. A diferença é que, para elas, essas barreiras não aparecem apenas ocasionalmente, em muitos casos, essa dificuldade faz parte da rotina profissional e limita o acesso à informação, à participação e às oportunidades de desenvolvimento.

A acessibilidade comunicacional elimina justamente esses obstáculos, e existem muitas formas de fazer isso. Afinal, também é importante saber que toda deficiência é diversa, e há diferentes preferências e necessidades de comunicação.

Por isso, um dos melhores pontos de partida é bem simples: pergunte ao próprio profissional e entenda quais recursos fazem sentido para ele.

Algumas práticas podem incluir:

DICA! 💡 A acessibilidade funciona melhor quando deixa de depender de improvisos e passa a ser considerada desde o planejamento.

Boa parte da rotina de trabalho hoje acontece em ambientes digitais. Portais, páginas de treinamento, intranets e outros canais concentram informações importantes para a vida profissional.

Para isso, existem tecnologias assistivas com recursos que podem contribuir para que pessoas com deficiência tenham uma experiência mais inclusiva:

  • Tradução de conteúdos para Línguas de Sinais;
  • Legendas e transcrições em vídeos;
  • Audiodescrição para conteúdos visuais;
  • Compatibilidade com tecnologias assistivas, como os leitores de tela;
  • Ajuste de tamanho, contraste e cores;
  • Navegação por teclado;
  • Descrição adequada de imagens e elementos gráficos;
  • Alternativas textuais para conteúdos em áudio;
  • Linguagem simples e organização clara das informações.

Para pessoas surdas e DA, especialmente, a presença de Libras, legendas, alternativas visuais e linguagem simples são recursos que ampliam a autonomia no dia a dia.

Leve mais acessibilidade para seus canais digitais

O Hand Talk Plugin ajuda empresas a tornar seus ambientes digitais mais acessíveis, oferecendo tradução automática de conteúdos para Libras e dezenas de recursos assistivos para diferentes necessidades de navegação.

Fundo laranja. Texto em branco e amarelo: Quero saber mais sobre o plugin de acessibilidade Hand Talk! Conversar com especialistas. Ao lado, uma tela de computador com Hugo sorrindo.

Tecnologia e recursos assistivos são importantes, mas existe outra dimensão que não pode ser esquecida: as relações entre as pessoas.

Um colaborador pode até encontrar acessibilidade nos treinamentos formais, mas ficar de fora das conversas cotidianas da equipe porque ninguém sabe sequer sinais básicos em Libras.

Isso não significa que todo mundo na empresa precise se tornar fluente na língua de sinais. Mas é possível criar uma cultura em que as pessoas tenham interesse, conhecimento e recursos para diminuir barreiras de comunicação.

Capacitações sobre comunidade surda, Libras, diversidade e boas práticas ajudam a preparar as equipes e evitam que toda a responsabilidade pela inclusão recaia sobre o próprio profissional surdo.

Lideranças também têm um papel essencial. Elas podem observar quem está conseguindo participar das discussões, verificar previamente a acessibilidade de reuniões e treinamentos e criar espaço para que necessidades sejam comunicadas sem constrangimento.

Libras pode entrar na rotina da sua equipe

Aprender Libras é uma das formas de aproximar colaboradores surdos e ouvintes e fortalecer uma cultura mais inclusiva.

Com o Hand Talk App for Business, sua empresa leva o aprendizado de Libras para as equipes de forma prática e interativa, apoiando o desenvolvimento e uma comunicação mais acessível no ambiente corporativo.

Fundo laranja. Hugo e Maya estão sorrindo. Texto Aprendizado de Libras para sua equipe de forma leve e escalável. Conhecer Hand Talk App for Business. Embaixo, selos das lojas de aplicativo da Apple e do Google.

É comum concentrar esforços de acessibilidade nos primeiros dias de trabalho… E ações como promover vagas afirmativas, adaptar o processo seletivo, preparar o onboarding e apresentar a equipe são cuidados realmente essenciais.

Mas e o que vem depois?

1. Integração

Materiais, apresentações e atividades do onboarding devem considerar acessibilidade desde o início.

2. Rotina

Reuniões, comunicados, ferramentas e interações precisam permitir que o profissional acompanhe o que acontece na equipe.

3. Desenvolvimento

Cursos, treinamentos, feedbacks e avaliações de desempenho também devem ser acessíveis.

4. Crescimento

Profissionais com deficiência precisam ter acesso às mesmas possibilidades de assumir novos projetos, desenvolver competências e ocupar posições de liderança.

Este último ponto é especialmente importante, pois incluir não é apenas criar condições para que uma pessoa permaneça na empresa, mas também para que ela desenvolva sua carreira dentro dela.

E quando a inclusão acontece de verdade, os ganhos não ficam restritos a quem encontra menos barreiras. Equipes formadas por pessoas com diferentes vivências e perspectivas ampliam as trocas, trazem novos olhares para os desafios do dia a dia e contribuem para ambientes mais colaborativos e criativos.

No fim, preparar uma empresa para incluir pessoas surdas e com deficiência auditiva não é apenas sobre adaptar processos. É sobre criar um ambiente em que mais pessoas possam participar, contribuir e crescer e, com elas, a própria empresa também possa evoluir.

Pessoas surdas na liderança: desafios, oportunidades e o papel das empresas

Confira nosso material com dados sobre a presença de pessoas surdas em posições de liderança, os desafios dessa trajetória e os caminhos para que as empresas ampliem oportunidades de crescimento e inclusão no mercado de trabalho.

Fundo azul. Texto em amarelo: Pessoas surdas na liderança: desafios, oportunidades e o papel das empresas. Acessar material interativo. Ao lado, Hugo e Maya sorriem.